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História de Guarapari
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A história conta que um missionário de
Tenerife, a maior das Ilhas Canárias, província da
Espanha, de nobres famílias da Península, Llarena,
Loyola, Núñes e Anchieta e ainda soldado do grande
santo Inácio de Loyola, arribou a estas terras
brasileiras a 13 de julho de 1.553.
Era o
Apóstolo José de Anchieta. Depois de haver
evangelizado em outros cantos deste País, veio para
a Capitania do Espírito Santo ao lugar chamado
Reritiba, hoje Anchieta (Padre Antônio Núñes). Foi
em 1.569, quando o Padre José de Anchieta percorria
as terras do Espírito Santo como visitador dos
jesuítas, encarregado de estabelecer novas aldeias
para catequese dos índios Goitacazes, Purus
Tupiniquins e Aimorés, sendo uma delas a de
GUARAPARI, que determinou o nascer desta povoação.
Mas só em 1.585, portando 16 anos depois, é que o
Padre José de Anchieta fundou a quarta e última
aldeia em terras espírito-santenses, que recebeu os
seguintes nomes:
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ALDEIA DO RIO VERDE OU DE SANTA MARIA DE
GUARAPARI, VILA DOS JESUÍTAS, GUARAPARIM, GUARAPARI
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Guarapari -
Vocábulo de origem indígena, derivado de:
Guará - Garça ave (ibis rubra -
nasce branca, torna-se cinza, volta embranquecer, e
por fim, a sua coloração é vermelho-carmesim).
Pari ou Parim - Pesqueiro, lugar
cercado para apanhar peixe, curral.
Obs.:
Para Saint Hilaire, em 1818 e Dameon, em 1879, Pári
significava 'laço' ou 'armadilha'.
Para o Padre Jacomé Monteiro, em 1610 dizia que
Parim significa 'manca'.
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No
ano de 1.585, o Padre José de Anchieta fundou no
alto da colina, uma capela que servia para
residência dos padres em missão e catequese dos
índios.A capela era dedicada a Sant'Ana ou Santa
Maria.
Depois desta última redução, o Padre José de
Anchieta deixou de ser Provincial e Diretor e,
extenuado, recolheu-se a Reritiba, aonde veio a
falecer a 09 de junho de 1.597.
Em 1.677, o donatário da capitania, Francisco
Gil de Araújo, manda edificar na aldeia de
Guaraparim uma igreja dedicada a Nossa Senhora da
Conceição, por ser a padroeira da aldeia (hoje a
ruína da igreja é patrimônio histórico).
Em primeiro de janeiro de 1.679, o Donatário
Francisco Gil de Araújo eleva a Aldeia de Guaraparim
à categoria de "Vila" e sua instalação sai em
primeiro de março daquele ano.
A comarca de Guarapari foi criada pela Lei
Provincial de 1.835, compreendendo a mesma o Rio
Itapemirim, Beneventes e Guarapary.
Em 24 de dezembro de 1.878 Guarapari passou de
vila a município, mas durante alguns anos ainda
pertenceu à cidade de Anchieta.
O serviço telegráfico foi inaugurado em 1.888.
A Lei Estadual de 19 de setembro de 1.891,
sancionada pelo Juiz de Direito e Presidente da
Província, Coronel Manoel da Silva Mafra, deu a
Guarapari foros de cidade.
Finalmente, em 29 de fevereiro de 1948,
Guarapari teve sua Câmara instaurada.
A lei nº 779, de dezembro de 1.953, fixa em
três os distritos que compõe o município:
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GUARAPARI-SEDE, TODOS OS SANTOS, RIO CALÇADO
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O crescimento de
Guarapari, no decorrer de sua história, foi
realmente muito lento. Na década de 30 as casas não
passavam de 250 unidades e, somente na década de 40
é que foi registrada a construção da primeira casa
de veraneio. Até 1.952 Guarapari era lugar de
difícil acesso, pois a travessia do canal ainda era
feita através de balsa.
Naquele ano foi construída a
primeira ponte de madeira ligando o município aos
acessos já disponíveis. Mas foi na década de 60 que
Guarapari apareceu para o mundo turisticamente.
Divulgada para os quatro cantos do mundo pelo Dr.
Silva Mello, a cidade das areias monazíticas
medicinais passou a ser referência mundial para o
turismo saúde. Daí o título de 'Cidade Saúde'.
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FUNDAÇÃO DE GUARAPARI
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Esta
terra é realmente maravilhosa. Já passou pelos degraus
históricos de Aldeia, Vila e Cidade.
- Aldeia do
Rio Verde ou Santa Maria de Guaraparim, remonta aos
tempos do seu fundador, B. José de Anchieta, no ano de
1585.
- A Vila de
Guaraparim por mercê do Rei D. Pedro na pessoa do
Donatário da Capitania, Francisco Gil de Araújo, no ano
de 1679.
- A Cidade de Guarapari: A Lei
Estadual de 19 de setembro de 1891 sancionada pelo Juiz
de Direito e Presidente da Província, coronel Manoel da
Silva Mafra, deu a Guarapari foros de cidade. O serviço
telegráfico, inaugurado em 1888, teve influência
marcante na emancipação política da cidade.
Fonte: Guarapari é o seu nome
Autor: Pe. Antônio Nunez (1987)
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GUARAPARI 1862
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Guarapari 1. Ilhotas à entrada do porto do seu
nome, entre elas podem passar navios pequenos. 2. Porto
formado pelo mar. Nas marés grandes tem na preamar 26
palmos de fundo, e na baixa-mar 19; nas marés pequenas
tem na preamar 23 palmos de fundo, e na baixa-mar 22.
O fundo
marcado é o de um banco de areia para dentro dos
pontais. Fora dele tem 34 a 27 palmos, tendo mais fundo
dentro até ao fundeadouro, onde deságua o rio do seu
nome. 3. Rio que nasce na serra do seu nome, 5 léguas ao
nordeste da vila de Benevente, atravessa várias lagoas,
e vai lançar-se no oceano entre o morro do seu nome e o
de Perocão.
É estreito e
profundo na sua embocadura, dá navegação aos barcos que
nele entram com facilidade, cozendo-se com o morro
Guarapari uma légua acima da foz. As canoas vão até ao
Aleixo, 2 léguas do porto da vila. 4. Vila situada ao
lado sul do porto do seu nome, em posição elevada,
pitoresca e sadia, tendo a leste um majestoso rochedo
coberto pelo lado do mar de terra argilosa com frondosas
árvores e arbustos.
Ao sul, parte
da praia que medeia entre ela e a povoação de Meaípe, e
em seu cimo, uma capela arruinada. Confronta esta vila o
seu termo a leste com o oceano; a oeste por uma linha
indeterminada; ao norte com o termo da Vitória pela
ponta da Fruta no litoral, e daí para o centro por uma
linha leste-oeste; ao sul com o termo de Benevente pela
lagoa Maimbá.
Os terrenos
são entre três serras paralelas à praia, e em elevações
progressivas até a serra Geral, a primeira a 2 léguas da
costa, e que tem o nome da vila, a segunda a 8 léguas
mais ou menos, a terceira forma os limites da província.
As terras são
férteis, e de excelente qualidade para toda e qualquer
cultura própria do país, regadas por córregos de
cristalinas águas. A maior parte do território está
inculto. Tem 3.300 habitantes. 5. Serra ao poente da
vila do mesmo nome. É abundante de cabureíbas. 6. Morro
da vila do mesmo nome.
Fonte: Dicionário Topográfico da Província do
Espírito Santo
Autor: Brás da Costa Rubim
N.R.: Com
ortografia atualizada pelo site Estação Capixaba.
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As areias monazíticas de Guarapari foram
descobertas em 1.898 e, em 1.906, a 'SOCIÉTE
MINIÉRE ET INDUSTRIELLE FRANCO-BRASILIENSE'
instalou em Guarapari a usina 'MIBRA -
Monazita Ilmenita do Brasil' para fazer o
beneficiamento destas areias, exportando o
produto a ser tratado na França. A MIBRA era
administrada pelo superintendente Borisw
Davidovictch, cidadão russo naturalizado
americano.
Na Mibra as areias eram separadas por
lavagens e posteriormente por eletroímãs em
ordem decrescente: |
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ILMENITA
- De cor preta, é constituída de
titânio, ferro magnético e outros
metais.
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GRANADA - De cor
vermelha, é encontrada em abundância em
Guarapari, mas somente em pequenos
cristais, o que a torna inaproveitável
para a fabricação de jóias. Contém, em
proporções variáveis, o alumínio, o
ferro, o cobre, o cálcio, o magnésio, o
manganês e outros metais.
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MONAZÍTICA - De
cor amarela, é um fosfato. Contém tório
de onde se extrai o hélio e outros
elementos usados na desintegração
atômica. As areias monazíticas foram
inicialmente usadas pelo seu teor de
tório cuja aplicação principal foi nas
camisas incandescentes.
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MONAZITA - De onde
se obtém o cloreto, o óxido e o
fluoreto, sais como o cério e o fosfato
trissódico, usados em indústrias de
grande sofisticação tecnológica. O Óxido
de Neodímio, por exemplo, tem aplicação
no raio laser e na fabricação de TV a
cores.
O Óxido de Cério é utilizado na
fabricação de lentes fotográficas e na
indústria ótica corretiva. O Óxido de
Lantânio é usado em ótica de alta
precisão e em ligas especiais.
O Óxido de terras raras é empregado no
polimento de vidros óticos e vidros de
televisão, fabricação de carvões para o
arco voltaicos ferro liga. O Carbonato
de terras raras é usado na composição de
vidros óticos. O Fluoreto de terras
raras é usado na metalurgia na obtenção
de aços e ligas especiais.
O teor de areia monazítica das praias é
variado, indo de sua ausência à
percentagem de 60% ou até mais. Quando
presente, elas se concentram em manchas
de aspecto característico, variável de
extensão e profundidade, como é fácil
observar principalmente na praia da
Areia Preta, onde as ondas do mar deixam
a sua paisagem marcada por pequenas
linhas amarelas, característica da
monazítica.
A Zirconita, de cor cinza, não sofre
atração magnética. Tem uma extensiva e
diversificada gama de aplicações, sendo
utilizada na indústria ótica e de vidro,
na indústria química e metalúrgica,
esmalte porcelanizado, louças de
primeira qualidade, cerâmica sanitárias,
etc. Contém 'mesotônio 1' e é encontrado
nas áreas monazíticas.
Tem emprego terapêutico devido à
penetração de seus raios de gama. O
termo monazita provém do grego -
monazein, que quer dizer 'estar
solitário', o que indica sua raridade.
A Mibra explorou as areias de Guarapari
até os anos 60 quando o Governo começou
a taxar realmente a sua exploração e
exportação. Os proprietários da MIBRA
simplesmente abandonaram tudo e foram
embora, pois se deram como satisfeitos
pela grande exploração feita até então.
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Após o abandono da MIBRA, a
'NUCLEMON - Nuclebrás de Monazita e
Associação Ltda', subsidiária da
NUCLEBRÁS, passou a explorar as areias
de Guarapari, mas o prefeito Graciano
Espíndula (1.983/1.988) proibiu a
extração das areias nas praias da cidade
quando era o prefeito.
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Estas areias são indicadas para os
casos de reumatismo articular e
muscular, de artrite deformante e de
diferentes etiologias, de nevralgias,
mialgias e enfermidades muscular,
alergias, sistema nervoso, gota, anemia,
nervosismo de insônia, inapetência e
perturbação digestiva.
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O fato de estar em Guarapari, já
constitui um extraordinário elemento de
tratamento, uma vez que a radioatividade
atua no solo e na atmosfera, tanto
dentro quanto fora das casas e dos
hotéis, tanto nas praias quanto fora
delas.
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